PAIS



PAIS

Véspera de Dia dos Pais me compadeci com uma cena muito real.
Em uma loja da cidade dois amiguinhos se dirigiam ao caixa, quando o da frente perguntou:
- E você, não vai comprar o presente para o seu pai? Amanhã é dia dos pais!
A resposta me trouxe um nó na garganta.
- Eu não conheço meu pai. Gostaria muito de conhecê-lo, pra amanhã lhe dar um forte abraço, um beijo bem carinhoso, sentar em seu colo e dizer: Pai, te amo com muito ardor.
Eu sei que hoje é uma coisa natural, (mas não louvável) pais viverem separados. “Ninguém é dono de ninguém.” Não é assim que falam por aí? Pois na minha humilde visão crítica, (talvez até conservadora demais) acho que quando nos propomos a realizar o ato fecundante, estamos também nos propondo a gerar uma vida, a partir do momento em que estejamos desguarnecidos de qualquer artefato anticonceptivo. E essa vida que nos propomos a gerar, temos que ser também DONOS de seus sonhos, de suas utopias e de suas realidades. A identidade do filho não pode ser somente na consangüinidade, no DNA, na aparência. Existem outros valores que devem ser aplicados, por exemplo, o amor recíproco, os bons exemplos.
E o pior ainda é quando constatamos que existe o revés. Filhos que não se lembram ou fingem não se lembrar dos pais nestes momentos especiais, pelo simples fato do mesmo não ser possuidor de riquezas materiais, mesmo que espiritualmente seja um exemplo de vida.

Deus, meu pai maior, nunca me abandonou. Eu jamais o abandonarei também.

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