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Mostrando postagens de novembro, 2017

SAUDADES

SAUDADES Ah!... A saudade é zombadora É cruel e soberba... Reduz-nos a migalhas... E nunca se exacerba. Sagaz e soberana, Impregna em nossa entranha E nos faz adoecer... Insensata, masoquista, Reles e protagonista Não se faz por merecer... Ah!... Se eu pudesse, Mandar-te-ia embora,  Pois a dor que em mim se aflora É difícil segurar... Saudade me deixa em paz... Pois isso não se faz A alguém tão puro como eu... Vai e leva teu desatino, Encontra outro destino Que não seja o peito meu... E depois de ir embora E minha tristeza ter fim, Pedirei a toda hora Que não sintas saudades de mim.

SEM EUFEMISMO

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SEM EUFEMISMO O amor não morre. Ele se cansa muitas vezes. Ele se refugia em algum recanto da alma tentando se esconder do tédio que mata os relacionamentos.  O amor nunca morre. Ele é como o rastilho de pólvora: esfria, por vezes, mas basta uma fagulha pra ele reacender. O amor ama. Quem ama, ama sempre. O que desaparece é a musicalidade do sentimento. A causa? O cotidiano, o fazer as mesmas coisas, o fato de não haver mais mistérios, de não haver mais como surpreender o outro. São as mesmices: mesmos carinhos, mesmas palavras, mesmas horas... Falta magia. Falta o inesperado. O fato de não se ter mais nada a conquistar mostra o fim do caminho. Nada mais a fazer. Muitas pessoas se acomodam e tentam se concentrar em outras coisas, atividades que muitas vezes não têm nada a ver com relacionamentos. Outras procuram aventuras. Elas querem, a todo custo, se redescobrir vivas; querem reencontrar o que julgam perdido: o prazer da paixão, o susto do coração batendo apressa...

RISCOS

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RISCOS Rir é correr risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre.

PRA SER FELIZ

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PRA SER FELIZ Quer viver feliz? Desamarra-te do teu egocentrismo, pense mais nos teus; desfaça-te da tua inércia, vá à luta, vença mais uma batalha; esquece o que não te é útil, abrace o novo; corte na carne a paixão que te atormenta, viva um novo amor; apague as mágoas, os desprazeres, busque um abraço sincero; saia do esconderijo da dor, se entregue ao bálsamo da vida; releve a tua mesquinhez, reparta o que te sobra; enxugue a lágrima da desesperança, distribua o sorriso da tua existência, presente de Deus.

POR QUEM OS SINOS DOBRAM

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POR QUEM OS SINOS DOBRAM Os sinos dobram por aqueles que, determinados, buscam logo ao amanhecer dirigir uma palavra de carinho ao seu semelhante, principalmente aos mais idosos; Os sinos dobram por aqueles que, mesmo marginalizados, buscam o seu lugar ao sol com obstinação; Os sinos dobram para aqueles que praticam a caridade e não buscam reconhecimento por isso; Os sinos dobram para aqueles que perdoam com a alma e não com palavras; Enfim, os sinos sempre continuarão dobrando pra você, desde que pratique boas ações e cometa o amor na sua mais densa plenitude.

POR AI

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POR AI Por onde andei? Não me perguntes. Se cansado cheguei, foi pela intensa e sôfrega caminhada que fiz em busca de mim. Procurei e briguei pelo que acredito. Vislumbrei o horizonte da verdade em cada passo que dei e com ela fiz minha senda. Amarguras foram tantas. Mas debrucei-me em mares de felicidades também, por vezes. A punhaladas certeiras, desferidas covardemente, sobrevivi. E sabe o que aprendi? Que a vida é um eterno caminhar, onde em cada paralelepípedo, cada pedra está incrustada um pequeno grão de nossa existência, um ínfimo cromossomo de legado de nossa vida e que por isso devemos sempre praticar o bem, o amor, o respeito à perseverança. Quanto a isso, estou contente com o meu jeito de ser e me sinto muito feliz a cada amizade que conquisto e que bom carregar a disposição de viver. Sensação de lutar pela felicidade colocada na ponta dos dedos da alegria. Vale toda a luta travada pelo bem-estar do espírito. Vai-se em busca da encantadora esperança. Tudo ...

VIDA

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VIDA Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei. Está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas. Resta-nos somente paciência, porém. Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; p...

O QUE É O AMOR

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O QUE É O AMOR Enfim, o que é o amor? Pedi pro sol me responder o que é o amor. Ele me falou -É um grande fogo. Procurei nos búzios e tornei a perguntar e eles me disseram o amor é um jogo. Lembrei que a lua tinha muito pra contar e ela se abriu pra mim. Disse que o amor usa tantas fases, é uma luz que não tem fim Eu pedi pro vento que soprasse o que é o amor. Ele garantiu é tempestade; Bandos de estrelas me contaram sem piscar: o amor é pura eternidade Sem saber direito perguntei pro coração, que sem medo respondeu: o amor é fogo, água, céu e terra... Sente? O amor sou eu...

PAIS

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PAIS Véspera de Dia dos Pais me compadeci com uma cena muito real. Em uma loja da cidade dois amiguinhos se dirigiam ao caixa, quando o da frente perguntou: - E você, não vai comprar o presente para o seu pai? Amanhã é dia dos pais! A resposta me trouxe um nó na garganta. - Eu não conheço meu pai. Gostaria muito de conhecê-lo, pra amanhã lhe dar um forte abraço, um beijo bem carinhoso, sentar em seu colo e dizer: Pai, te amo com muito ardor. Eu sei que hoje é uma coisa natural, (mas não louvável) pais viverem separados. “Ninguém é dono de ninguém.” Não é assim que falam por aí? Pois na minha humilde visão crítica, (talvez até conservadora demais) acho que quando nos propomos a realizar o ato fecundante, estamos também nos propondo a gerar uma vida, a partir do momento em que estejamos desguarnecidos de qualquer artefato anticonceptivo. E essa vida que nos propomos a gerar, temos que ser também DONOS de seus sonhos, de suas utopias e de suas realidades. A identidade...

MEUS GOSTARES

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MEUS GOSTARES Não gosto de ingratidão, não gosto de falsidade ou hipocrisia. Não gosto de gente metida, nem de gente que atua. Não gosto de gente orgulhosa. Não gosto de gente que se cala, de pessoas que tem medo de viver, nem daqueles que não prestam atenção nos outros, ou que se acham o centro do mundo. Não gosto da insensatez, da mentira, da covardia. Sem palavras, de onde eu tirei tudo isso?... Gosto de gente que sabe rir, de quem sente, e se sente, é verdadeiro. Gosto de gente que sabe aproveitar a vida, e sabe ser atenciosa. Gosto de quem tem o coração maior que a cabeça, mas sabe pensar. Gosto quando me sussurra ao ouvido, gosto quando surge aquele olhar, gosto quando me beijam, quando me abraçam. Admiro o sentimento de reciprocidade. Gosto de pessoas autênticas, pessoas batalhadoras... Gosto até das pessoas que me magoam, mas daquelas que me magoam por serem sinceras. Gosto que briguem comigo quando faço besteiras... Gosto mais ainda daquelas que me amam, amam no sent...

RESILIÊNCIAS

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RESILIÊNCIAS Get up and walk ... Quando as coisas vão erradas e o momento é de crise, não pense que todos os esforços foram em vão, Segue. Talvez tudo tenha sido para melhor. Sorria. E experimente outra vez. Pode ser que o seu aparente fracasso venha a ser a porta mágica que lhe conduzirá para uma nova felicidade, Levante-se. E enfrente outra vez. E, se você guardar em mente o objetivo de suas aspirações os seus sonhos se realizarão. Tire proveito dos seus erros. Colha experiência de suas dores. E então, um dia você dirá: "Graças a Deus... Eu ousei experimentar outra vez e reencontrei a felicidade que tanto busquei.” 

CAMINHO

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CAMINHO Escolhi um caminho!  Por ele passa a esperança,  desliza a fraternidade,  reluz o respeito que ilumina o caráter.  Produz trilhos de bonança,  percorre o vale da alegria e desemboca na foz de um oceano de amor.  Os bons? Sigam-me!...

SENSUAL

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SENSUAL Feliz de quem dos teus olhos possa apalpar o brilho, Do teu sorriso, arrancar a seiva, Da tua boca, provar o néctar E quem do teu carinho se aproveita. Feliz de quem bate a tua cama e se deita, ... E o teu corpo aprecia, Ondas suaves do mar, maresia... Luar de Saturno por detrás dos teus cílios, E o descolorido de tuas madeixas.

DESILUSÃO

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DESILUSÃO Nunca se iluda com o amor que vem fácil. Ele chega mascarado de boas intenções, de bem querer... E se vai como um larápio vulgar... Levando a essência do mais sublime sentimento. Deixa cicatrizes e até feridas profundas. Deixa marcas e ranhuras... E se vai tão logo o vento do interesse maior o arrasta... Arrasta para outro colo, para outro imbecil. Creia no amor sem interesses... Sem troca. Procure construir seu castelo de sonhos num rochedo sólido, Com plataformas direcionadas para o horizonte cálido e viçoso, Onde possa se avistar ao longe a imensidão da vida. Onde possa contemplar o oceano de felicidades. Não te deixe abater pela insensatez das pessoas mal amadas, Nem pelo sorriso fácil dos insólitos. Trarão a ti, com certeza, tempestades de desilusões... Vendavais de tristeza... E quando, por fim, avistares o teu porto seguro, será mais um náufrago. Será tarde demais.

SAUDADE DA INFÂNCIA

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SAUDADE DA INFÂNCIA E me bateu uma saudade!!! Saudade de mim mesmo; da minha irreverência púbere, da minha calça Lee, da minha camisa de Vual, que gostava de usar nos bailes; dos meus pés descalços empretecidos pelas cinzas das queimadas, a cata de mangaba e cajuzinho nos arredores da cidade; de andar nas ruas enlameadas ou empoeiradas, onde em cada porta recebia um aceno gentil, um sorriso franco; dos dedos literalmente esfolados das “topadas” ao soltar “papagaio” ou “curica”, que hoje chamam de pipa. Saudade do meu sentimento puro do amor adolescente; do convívio responsável com amigos e amigas na juventude, antes de descobrir o verdadeiro sentido cruel da falsidade. É!!!... Parece uma vida simples! Mas (confesso) integralmente feliz, mesmo com os tropeços e atropelos que a vida me proporcionou.

CANSADO

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CANSADO Não vou mais ao acumulo de uma bagagem pesada... Vou agora sair me desfazendo de tudo o que de ruim eu carregava... Vou limpar o meu caminho... Vou quebrar grilhões, afastar rochas... Indo em busca da felicidade essencial... Da verdade absoluta... Das pessoas despojadas de interesses mesquinhos... Vou arrebanhar sinceridades... Vou me firmar em um porto seguro... Vou vociferar o amor no Olimpo, a morada dos doze deuses... Na verdade, pra onde é que eu vou mesmo? Sei lá!... Cansei!... Vou é dormir... Boa noite! 

EREMITA URBANO

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EREMITA URBANO Ando longe de entender as pessoas. Claro que analisando e respeitando o universo de incompatibilidades, de comportamentos e de ocupação. Existe um comportamento multifacetado nelas que me intriga. Na segunda-feira passam pela gente, com cara de rolha, bafo de latrina amanhecida e mal te dão um “oi”; na terça-feira estão tão envolvidos nos negócios, ou com o serviço, que um olá sai com cara de cifrão; na quarta-feira disfarçam que não te vê; na quinta-feira vivem em ebulição total pela proximidade do fim de semana; na sexta-feira colocam o braço em nossos ombros e prometem um churrasco pro sábado; no sábado desligam o celular para não serem incomodados e no domingo ficam em frente à TV assistindo o Faustão até chegar a hora do futebol pra poder ter desculpas em comemorar a vitória do seu time sozinho. E eu, que não sou de bajular ninguém, decididamente vou me transformando em mais um ermitão urbano.

AMOR PROIBIDO

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AMOR PROIBIDO. Sei que Deus, em sua infinita sabedoria, também nos deu o poder de amar em segredo. Aquele amor que guardamos só pra gente e que não é perene e nem tão caloroso como o tradicional. Mas é um amor de suspiros, de ais, de vontades, de candura, de proibições, de falta de liberdade e que exige de nós um exercício singular: O silêncio, a discrição, o respeito. Todos nós muitas vezes nos sentimos atraídos por alguém que julgamos muito especial e é daí que nasce o amor, o carinho velado. Isso não pode ser julgado como uma obsessão ou uma promiscuidade. É o despertar de um sentimento na mais pura e ingênua essência: O AMOR. Amem-se, pois esse é o verbo que mais nos aproxima da realidade divina.

ALMA INTERIORANA

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ALMA INTERIORANA A minha alma é mesmo interiorana. O meu paladar é roceiro. Meu sentimento é brejeiro. E quando as chuvas chegam aos meados de novembro, as lembranças fluem e a saudade aperta. Do velho fogão caipira, escurecido de fuligem, e que arde embaixo da sua chapa, lascas de angico. O café no bule, a broa sobre a mesa. O pulguento companheiro se esbaldando em sono sobre as cinzas de um borralho velho, enquanto o “bichano” ronrona sobre a cama de treliça de patí e colchão de palha de milho; uma galinha rodeada de pintinhos, recolhida em um cantinho do rancho, cocoreja de mansinho, como entoando uma canção de ninar; porcos no chiqueiro em alvoroço solícitos pelo frio tempestivo e pela fome atroz; uma rede de varanda esticada no meio do vão central da sala, um cobertor “seca-poço”, um bicho-de-pé, bom de coçar nos punhos da rede. A chuva mansa caindo sobre a palha de buriti do barraco, rolando e caindo em profusão em cima de uma lata de doce de goiabada, fazendo um til...

ÁRVORE QUE SOU

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ÁRVORE QUE SOU Minha raiz, que a terra encobre, É forjada de seiva nobre, Que arraiga pelo meu tronco e Vai despejar no coração. Minhas sementes são produtivas, Meus frutos de sabor intenso, Minha sombra campeia o pasto, Meu aroma, a imensidão. Fincado em terra fértil, Estrumado pelo passar do tempo, Envergando ao sabor do vento, Abraço anos de solidão. Sou esteio, quando precisas... Sou sombra, se necessitas, Sou fagulha, de brasa viva, Sou poema, sou canção.

ALFARRÁBIO

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ALFARRÁBIO Leia-me também nas entrelinhas, Pois ali estão guardados alguns segredos meus. Não sou o texto inacabado que apresento... Sou um cartapácio de coisas boas... Sou alento na tempestade, Sou a cidade apertada para as pessoas E as leis, vastas, amplas e prolixas no seu vernáculo obtuso. Sou intruso apenas de mim mesmo, Sou o vento que na madrugada zoa, Trazendo seu cheiro pra perto da gente.