SAUDADES
SAUDADES Ah!... A saudade é zombadora É cruel e soberba... Reduz-nos a migalhas... E nunca se exacerba. Sagaz e soberana, Impregna em nossa entranha E nos faz adoecer... Insensata, masoquista, Reles e protagonista Não se faz por merecer... Ah!... Se eu pudesse, Mandar-te-ia embora, Pois a dor que em mim se aflora É difícil segurar... Saudade me deixa em paz... Pois isso não se faz A alguém tão puro como eu... Vai e leva teu desatino, Encontra outro destino Que não seja o peito meu... E depois de ir embora E minha tristeza ter fim, Pedirei a toda hora Que não sintas saudades de mim.