SAUDADE DA INFÂNCIA



SAUDADE DA INFÂNCIA

E me bateu uma saudade!!!
Saudade de mim mesmo; da minha irreverência púbere, da minha calça Lee, da minha camisa de Vual, que gostava de usar nos bailes; dos meus pés descalços empretecidos pelas cinzas das queimadas, a cata de mangaba e cajuzinho nos arredores da cidade; de andar nas ruas enlameadas ou empoeiradas, onde em cada porta recebia um aceno gentil, um sorriso franco; dos dedos literalmente esfolados das “topadas” ao soltar “papagaio” ou “curica”, que hoje chamam de pipa.
Saudade do meu sentimento puro do amor adolescente; do convívio responsável com amigos e amigas na juventude, antes de descobrir o verdadeiro sentido cruel da falsidade.

É!!!... Parece uma vida simples! Mas (confesso) integralmente feliz, mesmo com os tropeços e atropelos que a vida me proporcionou.

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