SEM EUFEMISMO
SEM EUFEMISMO
O amor não morre. Ele se cansa muitas vezes. Ele se refugia
em algum recanto da alma tentando se esconder do tédio que mata os
relacionamentos. O amor nunca morre. Ele é como o rastilho de pólvora:
esfria, por vezes, mas basta uma fagulha pra ele reacender. O amor ama. Quem
ama, ama sempre. O que desaparece é a musicalidade do sentimento. A causa? O
cotidiano, o fazer as mesmas coisas, o fato de não haver mais mistérios, de não
haver mais como surpreender o outro. São as mesmices: mesmos carinhos, mesmas
palavras, mesmas horas... Falta magia. Falta o inesperado. O fato de não se ter
mais nada a conquistar mostra o fim do caminho. Nada mais a fazer. Muitas
pessoas se acomodam e tentam se concentrar em outras coisas, atividades
que muitas vezes não têm nada a ver com relacionamentos. Outras procuram
aventuras. Elas querem, a todo custo, se redescobrir vivas; querem reencontrar
o que julgam perdido: o prazer da paixão, o susto do coração batendo apressado
diante de alguém, o sono perdido em sonhos intermináveis e desejos infindos.
Não é possível uma vida sem amor. Ou com amor adormecido. Se você ama alguém,
desperte o amor que dorme! Vez ou outra faça algo extraordinário. Não permita
que o amor durma enquanto você está acordado sem saber o que fazer da vida. Sabe
de uma coisa? Vale a pena! Vale muito a pena amar!

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